Mostrando postagens com marcador bar doce bar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bar doce bar. Mostrar todas as postagens

28 de nov. de 2009

Garçom, desce um conhaque e um porrete

Namorado em casa, só depois dos cinquenta anos, ouviu?
*
Eu sou suspeito pra falar. Não tenho filhos (nem filhas), tampouco posso ser chamado de moralista ou conservador, não só pelas minhas conhecidas opiniões, quanto pelo meu passado, que me condena bastante. Mas, ainda assim, eu acho que certas coisas têm limite, e as novas gerações às vezes passam do ponto. Foi a conclusão a que eu cheguei diante do relato do Abreu, companheiro de muitas bebedeiras, que chegou com ar desolado no bar nesta sexta-feira. No lugar do chope habitual, ele pediu um conhaque. Para quem o conhece, era um sinal claro de que ele não estava num bom dia.
*
Desolado, ele contou a desventura por que passou com a Marianinha, sua filha mais velha, que numa conversa franca e direta, lhe expôs suas intenções de dormir com o namorado em casa, dividindo quarto, cama e fluidos corporais. Pro Abreu e pra esposa, foi um choque. Ele, militar aposentado. Ela, coordenadora da Congregação Mariana da Igreja. Pelos perfis já deu pra sentir que foi muita modernidade de uma vez só.
*
Mas ele não se deixou abater. Num esforço de tolerância e compreensão, o Abreu fez um genuíno esforço para aceitar que, hoje em dia, os tempos são outros. Que vivemos num ambiente democrático e sem tabus, no qual as mulheres estão conquistando a independência financeira e a liberdade para decidir sobre a própria vida e sobre o próprio corpo. Também pesou para a rendição do nosso amigo o argumento irrespondível da garota: “Você prefere que isso aconteça aqui ou na rua?
*
Pois bem, chegou o grande dia. O garotão que já havia sido apresentado à família do Abreu numa ocasião anterior, instalou-se na casa do sogrão de armas e bagagens numa sexta-feira, a pretexto de dormir lá para ele e a namorada não perderem o horário do passeio que fariam no sábado.
*
Depois de dormir mal a noite inteira, com algodão nos ouvidos para que nenhum som vindo do quarto ao lado ferisse seu instinto paterno superprotetor, o Abreu levantou cedo e foi pra cozinha fazer o café. Não achava justo que, depois de levantar cedo a semana inteira, a senhora Abreu ainda ficasse responsável pelo desjejum dos finais de semana. Ele já estava entretido com a vitamina e os ovos mexidos quando o pior aconteceu.
*
A primeira estocada no coração do nosso companheiro de copo foi dada no momento em que o candidato a genro entrou na cozinha, com aquela expressão de quem fareja comida pronta. E pior, com um sorrisão enorme, de uma orelha a outra. Estava na cara, literalmente, que ele teve uma noite maravilhosa.
*
Só aquele sorriso já seria capaz de deixar marcas psicológicas profundas no Abreu, papo de fazer análise e o cacete. Aquele sorriso falava por si só, aquele sorriso já dizia tudo. Infelizmente o desgraçado, o fiodaputa, o safardana, o meliante, o miserável do garotão achou que não. Ele realmente achou que tinha que dizer alguma coisa. Não sei se ele quis ser engraçado, quebrar o gelo, sei lá, mas ele acabou começando (e terminando) a conversa com essa pérola:
*
_ Pô, vai ser legal mesmo tomar uma vitamina caprichada. Sua filha me deixou acabadão essa noite.
*
-
*
-
*
-
*
Pelas informações que tivemos, o rapaz ainda sente algumas dores, mas já voltou a mastigar os alimentos normalmente. E o Abreu deve comparecer à delegacia ainda essa semana.
*

11 de out. de 2009

Conversas de botequim

*
Conversa de Botequim (Noel Rosa)
*
Seu garçom faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo
e um copo d'água bem gelada
*
Feche a porta da direita com muito cuidado
Que eu não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do futebol
*
Não vai ficar muito gelada, mas e daí?
*
Fazendo jus ao cabeçalho desse blog vão só alguns comentários rápidos e pertinentes sobre cada uma das editorias que compõem a razão de ser desse cafofo virtual, filial blogueira do meu pântano. Não vou me alongar, mesmo porque eu tenho que me recuperar depois da ressaca causada pela vitória do Flamengo sobre o São Paulo. Aqui vai tudo o que eu tenho a dizer sobre mulher, política, samba, futebol e cerveja, os papos de botequim por excelência.
*
*************
*
Taí um reality show que eu assisto. O Casa Bonita do Multishow não difere muito da maioria dos que a gente vê por aí, como os Big Brothers e Fazendas da vida. É tão idiota quanto todos eles, com aquelas intriguinhas idiotas e participantes com QI inferior ao de alguns grandes primatas.
*
Eu tenho que reconhecer, entretanto a honestidade. Esse pelo menos admite que o que interessa são as gostosonas seminuas e não fica querendo pagar uma de que tem algum conteúdo. Não tem aqueles acessos pretensiosos de quem tenta posar de inteligente como aquelas edições engraçadinhas, ou pior, as crônicas do Pedro Bial. O Big Brother esta para o Casa Bonita mais ou menos como o jogo está para o compacto com os melhores momentos. Pra ficar perfeito só faltava mais interatividade...
*

Acho que quem tem que sair da casa... são as roupas!

*
*******
*
Definitivamente, é época de preparar o corpo. Já estamos em plena temporada pré-carnavalesca com as Escolas de Samba chegando às finais em suas disputas de samba-enredo. A primeira foi a Vila Isabel, o Salgueiro também já seu samba e, nas próximas semanas, a maioria das escolas já vai estar com o samba escolhido. Mais pra frente eu presto esse serviço de utilidade pública e divulgo o calendário de ensaios (técnicos, de quadra e de rua), podem me cobrar.
*
Por enquanto, segue aqui o samba vencedor da Vila. Guardando o respeito devido a um samba sobre Noel Rosa, de autoria de Martinho da Vila. Tem que respeitar.

Para o pessoal de São Paulo, isso aí chama-se tamborim. Serve pra batucar.

**************
*
E O Obama, hein? Já ganhou um prêmio Nobel da Paz, com menos de um ano de governo, mesmo mandando bombardear o Afeganistão diariamente, com freqüência religiosa. O engraçado é que os responsáveis pelo prêmio admitiram, sem maiores pudores, que ele ganhou o prêmio pura e simplesmente pelos apelos que tem feito pela paz e por um mundo mais plural, mais do que por qualquer ação concreta. Em suma, o presidente ganhou um Nobel pura e simplesmente pelas boas intenções.
*
Pôxa, eu sempre desejei ardentemente a paz mundial, já até fiz pronunciamentos nesse sentido, o pessoal do botequim é testemunha. Logo, o prêmio de mais um milhão de dólares também não me cairia mal. Eu prometo que não gastaria tudo de cerveja, claro que não. Também mandaria vir uns tira-gostos.
*

Na foto, o Obama é o cara que está com a cueca por dentro da calça.


**********

E eu que sempre impliquei com a matemática. Olha só essa pérola que eu pesquei na Internet ontem. Ao que parece, é um estudo sério:
*
“Um estudo recente conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (UniFeSP) mostrou que cada brasileiro caminha em média 1.440 km ao ano. Outro estudo feito pela Associação Médica Brasileira (AMB) mostrou que o brasileiro consome, em média, 86 litros de cerveja ao ano. A conclusão é animadora: o brasileiro faz 16,7 km por litro”.
*
A única ressalva que eu faço é que nem todo mundo é tão econômico. Tem gente que anda bem menos e bebe bem mais.

*

Tenho que admitir que o meu consumo é de Opalão ou de Dodge Dart.


**********
*
Por fim, a foto abaixo, pescada no
Urublog, é a única coisa que me ocorre quando penso no Flamengo X São Paulo do último sábado. Como a torcida do São Paulo elegeu o Jason como mascote, acho que o Flamengo pode ter encerrado a série Sexta-feira 13 nesse sábado 10. Sem possibilidade de se filmar continuações.
*

O Bambi pelo menos não morre no fim do filme...

***************
*
E eu tenho que poupar o fígado, pois hoje ainda tem Bolívia x Brasil. Tudo bem que o fígado é um órgão capaz de se regenerar, mas dessa vez ele vai ter ser melhor que o do Wolverine.
*

11 de jun. de 2009

Cheio de dedos

Depois de longo e tenebroso inverno, eis que o Ogro volta aos seus afazeres blogueiros depois de um afastamento causado por um acidente dos mais bizarros. Evidentemente, não foi a minha primeira contusão futebolística, visto que sou um incorrigível atleta de fim de semana. O inusitado foi a natureza da contusão. Uma luxação no dedo indicador da MÃO direita. O pior é que eu nem estava no gol.
*
Eu estava lá, no meio-campo, com a camisa dez, distribuindo jogadas com a categoria que me fez célebre nos campos de pelada do Rio, quando, depois de pisar num buraco, caí e torci o dedo tentando me apoiar na queda. Me machuquei sozinho num lance tão ridículo quanto fortuito, que me deixou incapaz de teclar qualquer coisa, durante quinze dias.
*
Pra piorar, como é de praxe nesse quadro clínico, lá estou eu tomando antiinflamatórios, o que também me deixa sem poder tomar cerveja. O resultado final é que estou fora das situações em que estou mais à vontade (depois da minha casa, evidentemente). Estou longe dos campos, dos bares e dos computadores.
*
A suspensão acaba esse fim de semana, mas eu não consegui ficar longe do PC e digitei este texto que deve ter sido o mais demorado da História da informática. No sábado, entretanto, já estarei à disposição do professor.
*
*********
*
Senso de humor escroto. Piada idem.
*
Como se o fato de eu estar no bar sendo obrigado a beber suco de laranja não fosse tragédia suficiente. Eis que me chega o Abreu (irmão do já famoso Torquato, o da peruca, que eu mencionei algumas postagens atrás) com ar pesaroso, se encosta no balcão e solta a seguinte pérola:
*
_ Impressionante, dois acidentes aéreos em menos de um mês.
_ Dois? Qual foi o outro?
_ Cê num soube? Foi o helicóptero que caiu em Portugal. Ele caiu nos arredores de Lisboa, por uma mórbida coincidência, bem no meio de um cemitério.

*
Eu que sou babaca, ainda dou conversa. Ingenuamente, acabei perguntando.
*
_ Caramba, o helicóptero caiu em cima do cemitério? E morreu alguém?
_ As autoridades portuguesas já resgataram mais de cinco mil corpos.
*
Seu eu estivesse com a mão boa, juro que eu dava uma porrada.
*

28 de mar. de 2009

Ridicularize-se agora: Pergunte-me como

Meu médico me diz para evitar o stress e as emoções fortes, mas isso está cada vez mais difícil. Ontem, por exemplo, eu quase caí pra trás. Eu simplesmente não pude acreditar quando eu vi o Torquato, bom e velho bebedor de nossa confraria, de peruca!
*
Da primeira vez, eu nem consegui falar com ele, o bar estava lotado e ele passou com pressa, mas eu achei que era alguma gaiatice. Ele sempre costuma ser um cara muito engraçado, principalmente quando bebe. O álcool sempre deixa ainda mais apurado o seu dom natural para gafes e peripécias inusitadas. Basta dizer que ele já tentou brigar com um sujeito usando como arma a sua própria perna mecânica. Artefato, aliás, que ele já esqueceu no bar mais de uma vez. Até motoboy para devolvê-la em casa nós já tivemos que arrumar. Pois foi esse mesmo Torquato que chegou de peruca no bar nessa sexta-feira.
*
Coisa triste. Será que os caras que usam peruca realmente acham que vão enganar alguém? Será que esses sujeitos não percebem que aquele cabelo meticulosamente arrumado e encaixado na cabeça como o de um boneco playmobil soa tão falso como uma nota de três reais?
*
É impressionante a capacidade que o homem tem de fazer coisas ridículas quando chega a certa idade. Exercitar-se além da sua capacidade física ou usar de meios absolutamente ridículos para esconder a calvície ou os cabelos grisalhos são as bobagens mais comuns. Sem falar naquelas tentativas absolutamente constrangedoras de paquerar meninas da idade de suas filhas ou netas, o que quase sempre acaba num fora desmoralizante. Enfim, coisas típicas de homens que já sentem o desabrochar da impotência.
*
Tudo bem que a não aceitação do passar do tempo não é uma exclusividade masculina. Também há muitas mulheres que se deixam levar pelo ridículo absoluto na sua busca irracional pela fonte da juventude. Basta andar meia hora pelo calçadão de Copacabana que dá pra ver centenas de dondocas com os olhos quase lá nas orelhas, de tanta cirurgia plástica. Tá tudo tão esticado que, pra arregalar os olhos, têm que levantar a perna. Igualmente ridículo, mas pelo menos elas não frequentam os nossos botequins.
*
E lá vai o Torquato, careca e portador de necessidades especiais. Pra falar a verdade, o cara que usa peruca já é portador de uma puta necessidade especial: Falta de senso de ridículo. E pra isso, ainda não inventaram uma prótese.
*

25 de nov. de 2008

11 de nov. de 2008

É... do Brasil!

Quero dedicar esse post ao meu amigo Maurão, que tem dois excelentes blogs dedicados às coisas da política, o Blog da Luta (http://daluta.blogspot.com/) e o Blog das Cotas (http://cotasparanegros.blogspot.com/). E que é também um grande companheiro de copo, razão pela qual eu o convidei para padrinho na insólita homenagem que recebi no último domingo.
*
A homenagem a que me refiro foi feita pelo Bar Totem, no Cachambi, subúrbio do Rio, um dos muitos bares que frequento com regularidade. Além de tira-gostos e refeições da melhor qualidade e da cerveja gelada de marcas respeitáveis como Antarctica Original e Bohemia, o Totem ainda tem uma atração extra.
*
Num apurado senso de marketing, a direção do estabelecimento homenageia seus bebedores mais assíduos com uma tulipa personalizada, com o nome do sujeito e um número, como na Academia Brasileira de Letras. As tulipas ficam expostas numa cristaleira localizada em área nobre do bar, com todos os nomes e números à mostra dos visitantes. E só sai de lá para ser usada pelo seu titular. Um verdadeiro hall of fame da cerveja.
*
No último domingo, tive a honra de ter a minha assiduidade reconhecida e fui agraciado com a tulipa de número 72. Como a homenagem exige um padrinho, um portador de tulipa mais antiga, não titubeei em chamar o Maurão (tulipa 57) para me acompanhar ao palco improvisado.
*
Com a tulipa nas mãos, pude fazer um discurso emocionado, ao melhor estilo "entrega do Oscar". Agradeci aos familiares e amigos e pedi apoio para as crianças pobres do Brasil. Ainda tive tempo de dedicar a honraria ao meu cardiologista, o Doutor José Piedade.
*
No mais, eu só posso agradecer ao apoio de todos e prometo continuar me empenhando para fazer jus à premiação. Todos os amigos estão convidados a me acompanhar.
*
*
E por falar em amigos...
*
Respondendo ao meme carinhoso de "euzinha", nossa querida amiga gremista:
*
Eis as regras:
*
- Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir pra terra dos pés juntos;
- Convidar 8 blogueiros amigos para responder também;
- Comentar no blog de quem nos convidou;
- Comentar nos blogs dos nossos convidados para que saibam da "convocação";
- Mencionar as regras.
*
Sobre as oito coisas a fazer, aí vão elas:
*
1) Escrever livros (assim mesmo, no plural); 2) aprender a tocar (bem) cavaquinho; 3) Desfilar na Portela; 4) ter filho(s); 5) Conhecer a Europa; 6) me eleger vereador; 7) morrer velhinho, mas lúcido; 8) ter tempo de tomar a saideira
*
Passando aos amigos, Menina de Óculos, Lívia, Jean Baptiste e Mauro Sérgio (não completei os oito porque alguns amigos não respondem memes, por princípio, ou superstição, sei lá). Os comentários ainda estou providenciando.
*

8 de nov. de 2008

O ogro e suas ogretes

Esse post se dedica especificamente a esclarecer o real sentido de algumas opiniões emitidas por este ogro no aconchego do seu segundo lar, o botequim Parnasiano, em São Cristóvão, mais conhecido como Porcão. Durante uma das muitas rodadas que desceram, emiti um comentário que repercutiu mal entre meus pares, de modo que venho prestar esclarecimentos a respeito.
*
Não sei como o assunto surgiu, talvez tenha começado pelo futebol, sei lá. O fato é que era uma conversa de bêbados, não havendo como cobrar veracidade ou coerência. Só sei que enchi o peito e declarei em alto e bom som para os barrigudos presentes que, se a Raica Oliveira ou a Gianne Albertoni me dessem mole, eu não comia, mesmo que me esfregassem na cara suas prexecas piscantes.
*
Metade do bar achou que eu era viado (logo o da Silva, que saiu com aquele trambolho da irmã do Aguiar, quem diria?). A outra metade me considerou um cara muito do seboso, metido a pirocudo que se acha em condições de dispensar top models internacionais. Como se elas batessem às dúzias na minha porta.

*
Nem uma coisa nem outra. Eu não digo “desta água eu não beberei”, ninguém sabe o dia de amanhã. Eu apenas não acalento nenhum projeto no sentido de, um dia, comer uma top model. Por razões que eu me dou ao trabalho de enumerar abaixo. Para desfazer qualquer mal-entendido, principalmente entre os beberrões que tenham feito algum juízo errado sobre a minha pessoa. Afinal, este é um ogro espada. Vá lá, já não corta tanta gente, mas ainda tem precisão cirúrgica.

*
Porque eu não como modelos:
*
Modelos não se despenteiam - Ora, uma mulher extremamente preocupada com a aparência a ponto de parecer impecável em qualquer hora do dia, mesmo quando acorda, não vai topar nenhuma estripulia sexual mais ousada. Ela nunca irá para nenhum dos pardieiros freqüentados por este ogro ou seus amigos. Rapidinhas na moita ou dentro de um Fusca? Nem pensar, sem chance de ela ficar suja, amarrotada ou descabelada.


Modelos não comem – Uma mulher que se nega alguns dos grandes prazeres da vida, como um chope ou uma picanha, não está disposta a experimentar tudo de bom que a vida oferece. No máximo uma foda correta, ortodoxa, protocolar. Não dá pra compartilhar prazeres com alguém cujo conceito de prazer é tão restrito.

Modelos não são deste mundo – Convenhamos, as meras possibilidades de eu topar com uma mulher como a Raica virando a esquina é estatisticamente desprezível. Nós não freqüentamos os mesmos lugares, o que é uma pena. Para elas, é claro. Eu não vou a festas com música eletrônica onde barmans afeminados fazem malabarismos com garrafas para te servir um drinque fluorescente com um guarda-chuvinha (Sinceramente, eu não bebo nada que brilhe ou use guarda-chuva). Elas também não vão a rodas de samba nem freqüentam botequins. Seria o mesmo que um esquimó ser atacado por uma onça-pintada. Impossível, os habitats são diferentes.

Modelos são feias – Essa é a mais polêmica de todas. É provável que soe como o desdém de quem quer comprar, mas é sério. Numa boa, as mulheres bonitas não estão nas passarelas, nem nos catálogos de moda. Estão nas paredes de borracharia, nos grupos de axé, nos bailes funk. Mulheres carnudas, reboleantes, consistentes, firmes, fortes, protéicas e nutritivas, com vitaminas e ferro. Qualquer popozuda que aparece nos programas da Furacão 2000 dá de dez nas modelos do último Rio Fashion Week.

Consolem-se minhas caras visitantes que se entristecem por não terem o padrão de beleza de uma top model. São grandes as chances de eu achar qualquer uma de vocês mais bonita do que ela. E eu não estou sozinho nessa opinião.

Se você é uma top model e me lê, bem, não perca as esperanças.
*