Mostrando postagens com marcador quem não dança segura a criança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quem não dança segura a criança. Mostrar todas as postagens

17 de abr. de 2011

Blame It On The Ogro


Acredite, o Michael Jackson já foi dessa cor
*
Sinceramente, é fim de semana, tem um feriadão chegando por aí e o Mengão está já está nas semifinais da Taça Rio. Então parceiro, não tem com o que se preocupar.

Em teoria, a maré não estaria exatamente pra peixe. Meu cheque especial está me encalacrando, estou preso nele igual àquelas vítimas do Jigsaw em Jogos Mortais. O chicote do chefe no trabalho está mais pesado do que nunca, eu nem tenho tido tempo de passar no botequim para aquela cerveja habitual com a rapaziada.

É claro que eu também não me ajudo. Não tenho seguido as recomendações médicas, apesar das reclamações da Dona Patroa, que está uma fera comigo. Deixei um montão de compromissos profissionais para a última hora, o que tornou tudo ainda mais estressante. E, linguarudo que sou, ainda achei de fazer uma brincadeira (que depois eu vi que não teve menor graça) com uma grande amiga, que me passou uma carraspana monumental em resposta. Sem falar naquela desgraça toda que aconteceu no colégio em Realengo. Foram dias para se esquecer.

Mas como eu já disse, o feriado vem aí, e a festa do São Jorge, santo guerreiro, também. Então o negócio é repirar um pouco, abrir uma gelada e curtir um som. Aí vai uma do bom e velho Michael, ainda negão e ainda cantando nos Jackson 5. Balanço fuderoso, com a molecada afinadíssima. O resto, depois a gente vê como é que fica.

*

12 de fev. de 2011

O primeiro musical a gente nunca esquece

O pior é cego é o que não quer ouvir Ray Charles

O lado bom de se ter a televisão como opção única é que você, forçosamente, acaba encontrando alguma coisa boa pra ver. Forçado a manter um ajuste fiscal doméstico por conta da compra da casa nova, tive que dar um tempo nos teatros e cinemas a que eu costumava levar a Dona Patroa regularmente. Mas, para minha grata surpresa, eu acabei descobrindo que a TV nesses dias não está sendo uma derrota total, graças a Deus. Eu jurava que só me restariam os Cds para fugir do Big Brother, que é cada vez mais onipresente.
*
Eis que numa madrugada insone eu topo com uma verdadeira jóia na HBO, um dos muitos filmes que marcaram a minha infância cada vez mais distante, lá nos anos 80. Aliás, ver filmes dos anos 80 na TV a cabo nos finais de semana é o que está me fazendo esquecer dos juros tresloucados do meu cheque especial. É um tal de Karatê Kid pra lá e Curtindo a vida adoidado pra cá que eu até consigo olhar para a TV sem fazer a conta mental de quantas prestações faltam para eu acabar de pagá-la.
*
Mas a jóia a que eu me refiro é um musical, talvez o primeiro a que eu assisti a vida inteira e, pra ser sincero, um dos poucos de que eu gostei. É o cultuado The Blues Brothers (Os irmãos cara-de-pau, no título abrasileirado), com Dan Aykroyd e John Belushi.
*
A sinopse é bastante conhecida. Era uma vez dois irmãos que, depois que um deles sai da cadeia, buscam uma maneira de impedir o fechamento do orfanato em que cresceram e que enfrenta dificuldades financeiras. Durante um culto evangélico, o ex-presidiário tem uma revelação: A melhor maneira de arrumar a grana que pode salvar o orfanato é reunir a antiga banda que eles tinham (os Blues brothers do título) para uma apresentação. E tome participações especiais e números musicais fuderosos ao longo da jornada dos dois para reencontrar o grupo. Aparecem e cantam no filme, entre outros astros do R&B, Ray Charles, Aretha Franklin e ele, o cara , o mestre, o escolhido que andou entre nós, o maior de todos, o pica das galáxias, James Brown. Putz, as meninas desculpem o linguajar do Ogro aqui, mas não dá pra definir de outra forma: é, simplesmente, do caralho.
*
E olha que eu nem falei dos dois protagonistas, que demonstram entender bastante do riscado. Os dois atores tocam e cantam bem e ainda ensaiam umas dancinhas absurdamente toscas, principalmente no número final, não dá pra não rir.
*
Ao fim de tudo, foi inevitável não pensar em uma coisa: Se os filmes eram tão bons, se eu não tinha dívidas e, se o Flamengo ganhava absolutamente tudo, por que os anos 80 tinham que acabar?!
*