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samba, cerveja, mulher, futebol, política e outros papos de botequim
O mundo seria um lugar melhor se as pessoas tivessem o saudável costume de fazer um mínimo de auto-crítica. Esse comentário não é à toa. Depois de não ficar muito à vontade ao assistir na TV as imagens da Parada Gay, gastei uns bons minutos fazendo um exame de consciência, pensando se eu tenho preconceito contra esse pessoal.
A primeira pulga atrás da orelha veio com o fato de que alguns dos ambientes que eu mais detesto são apinhados de homossexuais. Salões de beleza, passarelas de moda ou lojas de grife, em geral são lugares que eu sou capaz de pagar pra não ir. Pra piorar, uma das poucas coisas que me aborrecem dentro do universo do samba (onde eu me criei) é exatamente a convivência com os caprichos de alguns carnavalescos, que enchem as fantasias de tanta firula que mal dá pra o pessoal da comunidade se mexer.
Contudo, a convivência no meu dia a dia é tranqüila e eu tenho homossexuais no meu círculo de amizades. O meu próprio cafofo virtual é um espaço acolhedor para gente de todo o tipo de orientação sexual.
Depois de muito pensar, cheguei à conclusão de que o meu problema não é com os homossexuais, mas com uma característica presente em pessoas de todos os sexos, raças, credos e opções sexuais: Eu não suporto frescura. Eu não estou nem aí se o meu abdômen está sarado ou se o sapato combina com a bermuda. Não acho nada de mais que a mulher tenha celulite ou uma gordurinha aqui e ali e nem troco uma feijoada por caviar.
No fundo, eu não tenho nenhum problema com os bissexuais, transexuais ou homossexuais. O problema são os metrossexuais.
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