13 de fev de 2010

Welcome to Senegal

Tá foda, alguém podia me trazer uma cerveja...
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Se você não é do Rio de Janeiro, deve estar ouvindo as notícias sobre a onda de calor que assola as terras cariocas. Altas temperaturas e muita umidade no ar, o que faz com que suba ainda mais a sensação térmica. Sobre isso, só posso dizer que o calor não exatamente como se vê no noticiário. Ele é ainda pior.
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Uma simples ida até a padaria da esquina ficou impraticável. Suamos em bicas, mesmo sentados no sofá de casa, sem mover um músculo. O aparelho de ar condicionado virou um item tão essencial quanto a cama ou a geladeira. A primeira vítima do calor aqui em casa foi o orçamento, evidentemente, com a conta de luz lá na casa do cacete. Todo mundo está andando suado e se arrastando, com vontade de ficar sem roupa. Se bem que aqui no Rio não precisa estar muito quente pro pessoal querer tirar a roupa, principalmente no carnaval.
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Semana passada, teve um dia em que eu fui à rua comprar a cerveja nossa de cada dia e, depois de uma meia hora andando sob um sol senegalês, senti algo grudento na sola do pé. Na hora, não dei importância, achei que tivesse pisado num chiclete ou algo assim. Só estranhei a coincidência de pisar no chiclete com os dois pés, mas segui em frente. A surpresa veio quando eu parei na sombra de um prédio pra olhar o solado das minhas havaianas.
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Aquelas listrinhas em alto relevo que servem como antiderrapante da sandália estavam borradas e gastas e grudavam nos dedos quando eu passava a mão nelas. Não foi preciso ser nenhum gênio pra perceber que a sola das havaianas estava derretendo no contato com o asfalto quente.
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Por essas e outras é que eu estou pegando leve. Ao contrário de anos anteriores, estou devagar com o carnaval, que ficou muito mais televisivo. Prefiro acreditar que é só o calor. Ou então eu estou ficando velho mesmo.
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