18 de dez de 2008

Barba, cabelo e bigode

Quem lê esse troço aqui já sabe que a vaidade não é meu forte. Logo, eu não vou me sentir a vontade em lugares onde a vaidade tenha uma importância muito grande, o que faz com que cortar o cabelo não seja dos meus programas preferidos.
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A maior parte do pessoal que lê e comenta nisso aqui é mais nova que eu, a maioria mulheres. Provavelmente, não vão compartilhar do meu acesso de nostalgia em relação às barbearias de antigamente. Como a boa e velha barbearia do seu Nestor, no subúrbio do Rio, onde eu cortava o cabelo na minha infância cada vez mais distante.
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A barbearia era um ambiente mais masculino, no sentido de que era um lugar onde o homem ficava mais à vontade. As conversas gravitavam em torno de futebol e a leitura disponível para a espera era normalmente de jornais esportivos e revistas masculinas. Diferentemente dos salões de hoje em dia, ninguém lia Contigo, Caras ou similares. Os pôsteres da parede eram de futebol ou mulher pelada, não esses pôsteres de moda horrendos, com modelos anoréxicas ostentando penteados modernosos, cheios de fios arrepiados e mechas coloridas.
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Hoje, pela dificuldade em encontrar barbearias à moda antiga, eu corto o cabelo num lugar cujo nome eu nem lembro direito, mas sei que depois vem um Coiffeur. Putz, não consigo imaginar um Nestor Coiffeur, naquele tempo não tinha essas coisas. Ele morreria de desgosto se me visse hoje, cortando o cabelo num lugar decorado em tons de um rosa desbotado, tão anoréxico quanto as modelos (nem sei que porra de cor é aquela. Fúcsia? Salmão?).
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O dono é um gorducho de bigode, meio afetado. Sempre tenho a impressão que ele vai aparecer no saguão metido num vestido tubinho, com aquele bigodão, cantando I want to break free. Ah, saudades da boa velha barbearia.
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Bem, daqui há algumas décadas, eu provavelmente estarei careca e essa será uma preocupação a menos. Só me resta esperar.
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9 comentários:

Sâmia disse...

Hmmm, então é por isso que os meus irmãos mofam contentes na fila de espera do Seu Jorge, o barbeiro, que atende num cubículo em uma galeria perto de casa - e só com hora marcada. Vai ver, o tiozinho é o último barbeiro sem frescura da zona sul carioca...

Eu, que sou um tanto ogra, até gosto de salões. Mas, no Rio, frequento a rede Dukiko, que além do nome ridículo, cobra 6 reais para corte, manicure e pedicure. Com 20 reais, eu saio chiquééérrima do lugar. Quero ver rico tirar essa onda!

Beijo! (Um só, porque do jeito que as coisas andam, estou economizando até nisso...)

Bruxinha disse...

hummmm!
Adoooro barbearias! Qndo era mais nova ia sempre com papai. Acho engraçado, mas bem melhor do que salão feminino com o jornal sobre a vida alheia que as senhora fazem boca-a-boca !

Obrigado pela visita!
Compareça sempre!

Euzinha disse...

Meu namorado também não curte sair pra cortar o cabelo, tanto que agora sou eu a cabeleireira dele: sento ele num banco e raspo a cabeça dele na máquina 2 sempre que ele acha q o cabelo já tá grande.
Eu, seguindo a linha ogra da coisa, só vou no salão fazer as unhas pq minha amiga que atendia em casa migrou pra lá. O cabelo ainda cuido em casa - a cunhada da minha cunhada (que complicado!) é quem faz essa "preza" pra mim.

Beijos

PS.: Tem um amigo do meu namor que tá chamando ele de Shrek e eu de Fiona. Será que ele tá querendo dizer alguma coisa pra nós???

Monique Lôbo disse...

Rsrsrsrs!! To tentando imaginar o gordinho bigodudo de tubinho cantando igual ao Freddie Mercury!
Bom o salão não é o meu lugar preferido, não vou dizer que não frequento, porque eu frequento, mas por "necessidade", não que eu odei, orque não odeio, até gosto quando saio do salão, me sentindo, é por esse simples e rapido momento que frequento salão. mas por falar em barbearia, aqui no meu bairro tem uma barbearia super antiga, a uns três anos atras ela foi reformada e virou "A barbearia do meu pai", fizeram uma propaganda enorme aqui no bairro, pos que de uns dois anos pra ca ela mudou de nome de novo, agora é "A barbearia do meu pai e o cabelereiro da minha mãe", ou seja: a mulherada invadiu o espaço. É porque hoje em dia tudo é business, e a mulherada gasta mais do que os homens! É pura matemática!
rs!

Bjãoo

Menina de óculos disse...

Salão de beleza é um lugar estranho mesmo. Eu não me sinto confortável para ficar muito tempo. É melhor ir só de vez em quando e olhe lá...

:)

Gerly disse...

Menino, meu pai era barbeiro antes de eu nascer. Até um tempo atrás ainda era ele que cortava os cabelos dos meus sobrinhos.
Eu tbm tenho pavor à salão. Era minha mãe quem cortava meus cabelos. Agora me obrigo a ir apenas o necessário, ou seja, ano sim, dois não, rsrsrsrs...


Bjokas!

:o)

Mauro Sérgio disse...

O pior é que o lugar onde eu cortava, o Américo, lá em Madureira, era um salão da antiga que depois virou Américo's Coiffeur.

Total decepção.

Aline disse...

Puts! Aqui no Jóquei Clube (São Vicente - SP) os homens cortam o cabelo no Piolho. Sim, PIOLHO! Achei de uma criatividade esse apelido. Enfim... o negócio é que o salão bomba de pivetes a velhinhos! Um luxo! xD
Bom, eu odeio salão. Sempre tentei dar um jeito no meu cabelo, e por isso ele tá sem corte há um tempinho. Para as unhas eu fiz um curso quando tinha uns 15 anos e negaticatibiriba para fazer durante a tarde; e isso tem se mostrado bem útil nos atuais tempos de crise. Primeiro a mão direita, porque com o controle dela pintada, não borro a esquerda! uahauhauhauhauahuh

Beijoooo

Sâmia disse...

Putz, essa aí é vizinha do meu ex-marido, que tá lá pelas bandas da Vila Margarida...

Ai, São Vicente cansa a minha beleza...

:P